domingo, 25 de janeiro de 2009

...sob o céu de blues...

...o meu particular céu estrelado não tem graça sem você...
...nem ao menos sentido ele faz...
...desde aquele dia, jamais apaguei a luz para dormir...
...me sobrou apenas a azul do seu abajur e os desejos de Verônica...


(A.P.P)

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

...vazio...

... com este lado da casa vazio...
... com este dialeto entalado...
... o que sai controlado geralmente não é verdadeiro...
... portanto sem mais palavras para este lado da casa...

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

...uns dias...


"O expresso do oriente

Rasga a noite, passa rente
E leva tanta gente
Que eu até perdi a conta

Eu nem te contei uma novidade, quente
Eu nem te contei

Eu tive fora uns dias
Numa onda diferente
E provei tantas frutas
Que te deixariam tonta
Eu nem te falei
Da vertigem que se sente

Eu nem te falei
Que eu te procurei
Pra me confessar
Eu chorava de amor

E não porque sofria
Mas você chegou já era dia
E não estava sozinha
Eu tive fora uns dias
Eu te odiei uns dias
Eu quis te matar"

(H. Vianna)

...eu me acerto...

Não pensa mais nada
No final dá tudo certo
De algum jeito
Eu me acerto, eu tropeço
E não passo do chão
Pode ir que eu agüento
Eu suporto a colisão
Da verdade
Na contra-mão...

Eu sobrevivo
E atinjo algum ponto
Eu me apronto
Pro dia seguinte
Escovo os dentes
Abro a porta da frente
Evito a foto sobre a mesa
E ninguém aqui vai notar
Que eu jamais serei o mesmo

(Zélia Duncan)

sábado, 17 de janeiro de 2009

...tendo a lua...

Eu hoje joguei tanta coisa fora
Eu vi o meu passado passar por mim
Cartas e fotografias gente que foi embora.
A casa fica bem melhor assim

O céu de ícaro tem mais poesia que o de galileu
E lendo teus bilhetes, eu penso no que fiz
Querendo ver o mais distante e sem saber voar
Desprezando as asas que você me deu

Eu hoje joguei tanta coisa fora
E lendo teus bilhetes, eu penso no que fiz
Cartas e fotografias gente que foi embora.
A casa fica bem melhor assim

Tendo a lua aquela gravidade aonde o homem flutua
Merecia a visita não de militares,
Mas de bailarinos
E de você e eu.

(
Herbert Vianna; Tet Tillett)

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

na nossa casa

Quando anoiteceu
Nenhuma luz na nossa casa se acendeu
Aonde você estava?
Aonde estava eu?

Se tudo parecia nada, ainda assim
O nada era mais do que o que você deixou
No fim

Quando aconteceu
Quando algo em que a gente acreditava
Se perdeu
Por onde você andava?
Por que não me socorreu?

Não é o fim do mundo
É só o fim de tudo que fomos nós
Sem flutuar e sem tocar o fundo sempre sós.

(...)

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

O novo sempre vem

Sem tempo para duvidar me concentro naquilo que tenho para fazer
Sem medo do recomeço tento, tento, mas confesso isso já foi mais fácil uma vez

Ali onde o mundo da voltas, longe de onde me escondo, quase nada de diferente acontece
Então, porque ficar me cobrando daquilo que agora não cabe a eu fazer

Ando só, apenas só, não é tão ruim, mas é só, solitário, pouco solidário comigo e com o meu coração

Pouco resta há fazer, sinceramente isso não cabe a mim
Então você diz: “é você que ama o passado e que não vê”
Quieto e conformado volto para a sala escura

Não muito distante talvez, você se delicia com a tal conquista da liberdade.
Aproveita a vida e não deixa uma única chance escapar
Tudo bem, você sabe que no fundo eu concordo

(Inquilino da Silva)

sábado, 10 de janeiro de 2009

...mais uma vez, como sempre...

Como você sabe, guardo todos os segredos que me contou
Espero que lembre, carrego sempre comigo todos os sentimentos que dividimos

Como a lua que espera o momento certo para completar no céu o desenho das nuvens
Fico aqui, esperando as linhas das nossas vidas se ajustarem

Não desfruto de paciência, aprendi a lidar com a ansiedade
Mas te ver enquanto durmo provoca a fome, a sede, a solidão

...faz com que eu nunca esqueça teu cheiro, tuas mãos...

(Inquilino da Silva)